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Primeira exibição na telona.

 

CALDEIRADA DA DIVERSIDADE

50 anos da História da Loucura de Michel Foucault

Este evento tem como objetivo e prioridade promover a convivência das diferenças, a partir disso criaremos um ambiente regado a manifestações artísticas e culturais da diversidade possibilitando à todos um sentimento de pertencimento ao espaço, bem estar e dinamismo visual e intelectual, desde o usuário da saúde mental, à população LGBT, à população negra, entre outras, trazendo nas “similaridades” a mistura cultural à sua diversidade, desta forma iremos trabalhar a ideia momentânea do que seria uma sociedade com o poder libertário da expressão cultural,. Segundo Msª Priscila Piazentini Vieira em seu artigo Reflexões sobre A História da Loucura de Michel Foucault da edição N. 3 – dezembro 2006/março 2007 da Revista Aulas da Unicamp define que existem “..duas críticas específicas presentes em A História da Loucura de Michel Foucault: a contestação do internamento como a única solução encontrada para lidar com a loucura e o domínio exercido pelas concepções médicas em seu tratamento..”

“Vidas Ocultas” é um projeto de um média-metragem documental que tem como principal objetivo fazer do filme uma ferramenta de convivência para a nossa sociedade que, mesmo em tempos contemporâneos, ainda ignora e teme as diferenças. Para isso, registraremos histórias de personagens do universo LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais) presentes na cidade de São Paulo e região metropolitana. Realizado pela Corja Filmes, o projeto foi contemplado pelo Programa de Valorização as Iniciativas Culturais- VAI, da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo.

Conquistarmos uma lei que nos proteja é tão fundamental quanto uma aproximação para uma convivência de cultura e de respeito. A busca dos personagens não se resumirá na homossexualidade masculina, mas em todas as identidades de gênero. O assunto poderia nos levar a um documentário de denúncia ou confronto, mas não é o nosso objetivo. Ao contrário disso, intentamos produzir um filme delicado e sensível. Queremos mostrar para o público de forma intimista e confidente onde as personagens se revelam na sociedade.

A partir da pesquisa, tivemos profundidade e sensibilidade do tema a ser alcançado. Buscamos pessoas que estejam dispostas a nos contar algumas de suas histórias, que dividam acontecimentos que levem a identificação com o público em geral. Por isso, aos interessados em compartilhar suas vidas, aproximem-se ou indiquem personagens para construir este filme conosco.

Amor

O homem viu a mulher
Num banho de Abril
Cauteloso no passo zonzo
Na silhueta do ombro
A porta abriu

No coração desacerto
As lágrimas secas ao vento
Do chegar perto
Mais perto   boca   Semi aberta
Beijou-lhe medroso o feto

Carlos





 

São Paulo, sexta-feira, 23 de abril de 2010 
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“É como tirar tinta e tela de pintores”Ex-funcionários salvaram antiga fábrica e levaram dois anos para desenvolver filmes para as velhas câmeras Polaroid

Versão em preto e branco já está disponível; colorida sairá no segundo semestre; documentário traz instantes finais da estética Polaroid 

Divulgação

NOVO PB
Fotografia “Paul and Aemily”, de Josh Goleman, feita com novo filme preto e branco para as antigas câmeras instantâneas

SILAS MARTÍ
DA REPORTAGEM LOCAL

Dias antes que desmontassem as máquinas da última fábrica da Polaroid no mundo, fechada há dois anos em Enschede, na Holanda, um grupo de ex-funcionários alugou o galpão para evitar que a linha de montagem virasse sucata. Florian Kaps e André Bosman, os heróis da festa de despedida, passaram os últimos dois anos quebrando a cabeça para reinventar um filme para as antigas máquinas de fotografia instantânea. E acabam de colocar no mercado um filme preto e branco compatível com as 300 milhões de Polaroid vendidas desde os anos 70.
Daqui a dois meses, prometem vender a versão colorida desse novo filme, provando o contrário do que diz o nome da empresa dos ex-funcionários, agora famosa no mundo todo como Impossible Project. “Foi uma invenção tão grande que era preciso preservar isso”, conta Marlene Kelnreiter, que faz parte do Impossible Project, à Folha. “É muito diferente de tudo, a textura, o estilo, é impossível de manipular, é algo que fala por si mesmo.”
Quando a Polaroid anunciou em 2008 que não fabricaria mais o filme para suas câmeras, causou uma onda de protestos entre fanáticos por sua estética embaçada, distorcida e ultracolorida, além de filas nas lojas. Fotógrafos fizeram estoques caseiros do filme ameaçado de extinção e criaram sites na internet como o Save Polaroid, em que publicam elogios apaixonados ao estilo Polaroid.
“Foi a primeira vez na história que um suporte artístico estava sendo arrancado à força das mãos de quem usava”, lembra Grant Hamilton, documentarista que pretende narrar a morte e a ressurreição da Polaroid no filme “Time Zero”, que lançará neste ano. “Era como tirar tinta e telas dos pintores.”
Ele mesmo um fotógrafo, Hamilton confessa que entrou em pânico quando soube do fim da Polaroid e comprou 60 caixas de filme, guardadas até hoje na despensa de seu apartamento. Em seu documentário, registrou uma série de fotógrafos no suspiro derradeiro, ou seja, quando apertam o disparador para fazer a última foto com filme original. Também foi atrás de representantes da marca, mas ninguém quis falar.

Produtos químicos
Envolvida num esquema de lavagem de dinheiro pelo empresário Tom Petters, agora condenado a 50 anos de prisão, a Polaroid passou de mão e mão entre empresários e hoje trabalha só com fotografia digital. Sua última cartada mercadológica foi contratar a diva pop Lady Gaga como diretora criativa de uma de suas linhas, ou seja, trocou os velhos quadradinhos desbotados por uma estética mais plástica e fantástica.
Enquanto isso, o Impossible Project já circulou seus filmes entre artistas convidados para que pudessem comparar a versão reinventada à original. Mesmo sabendo a receita básica do filme, os novos técnicos não encontravam mais os produtos químicos da Polaroid e substituíram todos um a um até atingir um efeito parecido.
“É o que reclamam os músicos, que dizem que o vinil tem mais interesse do que aquela coisa “cool” do digital”, diz Antonio Dias, artista que ainda não aderiu ao novo Polaroid e expõe agora, no Rio, uma série de imagens que fez nos anos 80 com o filme original. “É uma coisa muito imediata, não pode se arrepender e reconstruir.”


THE IMPOSSIBLE PROJECT 

Como comprar: filme com oito poses é vendido a US$ 21 (R$ 37) emwww.the-impossible-project.com

 

  

Núcleo INDEPENDENTE de Criação Audiovisual
Cinema de Guerrilha

 

Independente como?

 

Na guerrilha…

 

São Paulo, março de 2010

Ação!

      Ao som dessa palavra se põe em movimento uma roda que leva o amor e a paixão a se tornarem táteis. 

       Somente tendo a paixão pelo cinema como objeto comum é que se torna possível a reunião de pessoas diversas que põem a mão na massa e no bolso para verem suas idéias expressadas. Este é o Cinema de Guerrilha.

       Nascido de uma oficina, o coletivo independente Cinema de Guerrilha, atua há 5 anos no campo do cinema digital, produzindo curtas, dando oficinas, realizando eventos e acreditando na superação de seus limites.

      E ser independente significa captar verba em meios alternativos: vaquinha, festas, ajuda do pai, da mãe, do tio, do vizinho. Negociar com a realidade do possível, usando como principal aposta a criatividade.

      Só com idéias inovadoras é possível utilizar soluções técnicas e materiais diferenciados e que caibam em um orçamento praticamente inexistente. Sem medo dos obstáculos para gravar um bom roteiro… ou um roteiro médio que nos permita experimentar.

      Essa é a palavra chave para o Guerrilha: experimentar, degustar uma idéia. E assim saboreamos os curtas Foi Sonhar com Ela em 2006, Pela Metade em 2007 e a Morta em 2009, aindaem finalização. Atualmentegravamos um documentário, primeiro longa metragem do grupo.

      É a chance de cada vez mais romper com a estética dominante, sair do mastigado e colocar cabeças para pensar através de obras que dêem margem a ambigüidade. Cada um lê no filme o que é capaz de absorver.

      Vencida a etapa da produção, enfrentamos o desafio de exibir e debater com um público maior. Dessa forma, investimos nas carreiras dos filmes, em festivais e eventos como o Festival Internacional de Curtas de SP, a Mostra do Audiovisual Paulista, o Curta Cinema e o Festival Visões Periféricas.

     E aproveitamos para celebrar a oportunidade de convidar as pessoas para dialogarem conosco sobre sua experiência com o cinema independente. 

 

Veja abaixo o primeiro material de divulgação produzido pelo Guerrilha nos primeiros momentos do grupo.

As informações já estão defasadas mas o espírito continua o mesmo!

dossie

1.Pré-Produção

O cinema é uma arte coletiva, é preciso contar com a disponibilidade e organização não só da equipe, mas também dos atores e também de terceiros que cedem locações, objetos de cena, figurinos, etc.
Sem que haja um cronograma, análise técnica e uma divisão eficiente de planos por dia, não é possível dar conta de todos os detalhes de produção de um filme, além da eminente possibilidade de ‘queimar o filme’ com quem se dispõe a ajudar. Assim, a pré-produção se ocupará destes pormenores técnicos de organização, que, quanto mais desenvolvidos estiverem, menor será a dor de cabeça durante a produção com problemas insolúveis.

a.) Escolha da Equipe
Consiste num primeiro contato entre produtor (geralmente o que foi atrás da verba) e o diretor para deliberarem a respeito da equipe que comporá o filme. Isso pode ser feito de qualquer maneira, desde chamando técnicos amigos, conhecidos, ou mesmo indicados por outros, ou ainda porque conhecem o trabalho deles e este se encaixa na proposta do filme. É muito comum cenógrafos ou fotógrafos (ou qualquer outra função) especializados em situações específicas que, quando o filme exige tais situações, são imediatamente lembrados.
Os critérios para escolha de uma equipe são muito vagos, mas se podemos dizer alguma coisa para ajudar neste sentido, dois aspectos devem ser de importância capital nesta escolha: o primeiro, claro, que seja um técnico eficiente, compromissado com fazer sempre o melhor de si, responsável e cujo trabalho tenha qualidade notória; o segundo é que ele seja capaz de harmonizar-se com toda a equipe, seja simpático, tenha bom humor e boa vontade; calmo e paciente, que seja humilde para não se sobrepor, mas também que seja modesto para se colocar quando necessário na parte que lhe cabe. Em suma, que tenha bom coração. Pode parecer estranho, no meio do cinema, que se mencione estas qualidades, mas, depois de um mês trabalhando com uma grande equipe, estes aspectos fazem muita diferença. Juntas, essas qualidades fazem de qualquer técnico um profissional do mais alto gabarito, que será sempre lembrado.

b.) Reuniões gerais de produção
Estas reuniões são da mais alta importância. É nela que o diretor e o produtor irão apresentar o projeto com detalhes, distribuindo cópias do roteiro detalhado, para que cada diretor técnico possa encaminhar as necessidades que terá na produção. Todos os diretores técnicos (e de preferência seus assistentes principais) devem ler cuidadosamente o roteiro e procurar sobretudo entender o filme, seus objetivos, seu caráter, suas intenções dramáticas. Essas informações é que darão a cada técnico ferramentas necessárias à concepção estética de cada função que a que lhes cabe. Não é necessário que todos os envolvidos estejam presentes; muitos técnicos assistentes ainda não foram definidos, ou dependem do diretor técnico, mas é fundamental e imprescindível que todos os diretores técnicos estejam presentes, o fotógrafo, o diretor de arte (ou cenógrafo), o diretor de produção e o técnico de som. A partir desta reunião, cada diretor técnico irá montar sua equipe individual conforme a necessidade, bem como começar a preparar a análise técnica que diz respeito à sua função.

c.) Análise técnica e cronograma
A análise técnica é de suma importância na pré-produção, porque através dela é que se saberá exatamente quanto o filme gastará e quanto tempo será necessário para realizá-lo. É muito provável que já haja algumas análises disponíveis, sem as quais não se poderia fazer o projeto para enviá-lo às leis de incentivo, mas certamente estas análises sofrerão muitas correções a partir da pré-produção.
Elas consistem em tabelas em que se discriminam todos os itens de cenário, figurino, objetos de cena, equipamentos e até atores, em todos os planos do filme, para que se tenha uma visão ampla e total da produção. A equipe da direção se encarrega de listar os atores e cada plano em que aparecem.

d.) Escolha do Elenco
A escolha do elenco, também chamado de Casting, pode ser feita em diferentes momentos, até mesmo na etapa de elaboração do roteiro, que é anterior à pré-produção. Isso é comum quando o roteirista e o diretor estão preparando o projeto e já pensam na ação dos personagens, ou seja visualizam quem será o ator ou qual a figura mais próxima do que virá a ser este ator. Entretanto, mesmo podendo haver um contato prévio, não são apenas os atores principais que contam. Há também coadjuvantes e muitas vezes figuração, gente que precisa aparecer para fazer volume numa determinada cena. Neste caso também é preciso fazer uma escolha, e para isso existem os testes de casting. É bom fechar todo o elenco apenas após ter sido feito o planejamento do cronograma, para poder dizer a cada ator quanto tempo ele será necessário na filmagem.
A escolha do elenco é de importância fundamental: um ator ruim pode acabar com um bom filme, mas um bom ator pode salvar um mal filme.

e.) Reuniões de equipe
Cada equipe, individualmente, deve se reunir para fazer sua tabela, bem como discutir questões próprias e problemas específicos que o filme traz para ela. A fotografia, por exemplo, fará plantas baixas das locações, ou pedirá plantas dos cenários para o diretor de arte, e planejará a luz nos mínimos detalhes, fazendo o que se chama Mapa de Luz.
A arte fará trabalho análogo em sua instância, descrevendo minuciosamente todos os itens e acessórios necessários, para poder organizar sua produção. Plantas baixas do cenário e das locações também devem ser feitas, e se possível, maquete, para melhor visualização do ambiente. Tanto o diretor quanto o fotógrafo e diretor de arte trabalham com melhor condição visual quando têm uma maquete disponível, geralmente feita pelo cenógrafo.
Outro recurso importante é o Story-Board, que é o filme colocado em quadrinhos, com todos os planos (ou pelo menos os mais importantes) desenhados. É extremamente útil e facilita o trabalho de todos, principalmente a fotografia, que pode através dele pensar a luz e as objetivas para fazer o enquadramento mais próximo do reproduzido no desenho. Se alguém da equipe souber desenhar, provavelmente será escalado para fazer o story-board (pago, de preferência), senão, há sempre um desenhista contratado para este serviço.
A fotografia deve ir às locações (se for o caso), e verificar todas as condições do lugar: Seu tamanho, a capacidade do quadro de força, necessidade de gerador, se comporta a maquinaria necessária, a que horas será filmado, onde o sol bate àquele horário (se for diurna), ou mesmo acompanhar todo o trajeto do sol (há informações sobre isso em sites especializados, como na Associação Brasileira de Cinematografia – www.abcine.org.br), etc., dando então o parecer técnico sobre tais condições.

 

2.Produção

Chamamos produção o início das filmagens propriamente ditas, e que pressupõe que todos (ou pelo menos a grande maioria) dos itens de pré-produção já estejam resolvidos. A produção confunde-se com a própria ação de fazer cinema, mas, como vimos na pré e veremos na pós-produção, este fazer cinema inclui muito mais que o set de filmagem. De qualquer maneira, esta é a etapa mais sedutora do trabalho em cinema. O ambiente em que está sendo realizada a filmagem chama-se set de filmagem, e pode ser qualquer lugar, estúdio ou locação, mas que deve ser considerado como tal durante a permanência da equipe por lá. Isso significa que ele deve ser claramente delimitado, ‘cercado’, e apenas os profissionais envolvidos nas filmagens terão acesso a este espaço, salvo convites expressos de membros da equipe. Isso porque é fundamental que se mantenha a ordem e a concentração durante as filmagens, e a permanência de curiosos, transeuntes, pessoas alheias ao objetivo do filme, costumam desviar a atenção dos técnicos e atores. O espaço do set de filmagem é o local de trabalho do cineasta e deve ser compreendido como tal.
Para organização e gerenciamento deste espaço, há uma função específica do período de produção (que deve estar também na pré-produção), que é o produtor de set. Ele é responsável por tudo o que acontece especificamente no set de filmagem, desde sua delimitação (zelando para que ninguém desautorizado ultrapasse o cordão de isolamento, pois roubos em sets são freqüentes) até a alimentação da equipe, os locais mais adequados para colocação dos praticáveis do som, da fotografia e da arte. Cada equipe deve ter uma ‘base’ de controle, geralmente os chamados “praticáveis” (mesa desmontável de madeira), em que são acomodados os equipamentos e suprimentos necessários de cada função, e esta base é exclusiva de cada equipe, não devendo ser misturada. Em outras palavras, há um espaço específico da fotografia, onde estarão os cases de câmera, tripés, caixa de filtros, fotômetros, equipamentos do assistente, etc., que enquanto não estiverem sendo usados, estarão disponíveis lá. A fotografia não deve em nenhuma hipótese colocar estes equipamentos, após o uso, em outra base, da arte, ou do som, assim como estes também não devem colocar seus pertences em outra base. Isso contribui para uma fantástica agilidade no exercício de cada função, pois o fotógrafo não precisará ficar saindo pelo set à procura de seu fotômetro, ou de um filtro específico, ele estará certamente à sua disposição no praticável da fotografia. O produtor de set é responsável pela organização destas bases, escolhendo os melhores locais para cada equipe (a fotografia deve ficar sempre à sombra numa locação externa, por exemplo), providenciando cadeiras para atores e equipe, guarda-sol ou guarda-chuva, se necessário, organizando as refeições e distribuindo a equipe nos transportes. Todos os diretores técnicos – e também o diretor – devem chegar a um set de filmagem com uma idéia muito clara do que vai acontecer lá, bem como todos os procedimentos já previamente decididos. O set não é o lugar para pensar sobre, é para fazer o que já foi pensado.
Se há necessidade de parar o set para pensar o que se deve fazer, algo está fora de lugar, e será preciso repensar o cronograma. No caso específico do diretor de fotografia, a luz já deve estar previamente concebida (através das plantas baixas e mapas de luz), se possível já montada por completo, e o DF apenas ‘afina’ a luz (tal qual o músico na orquestra – já está ensaiado, mas é preciso afinar), que nada mais é que um ajuste sutil da luz para os personagens ou objetos montados no cenário.

3.Pós-Produção

A pós produção subentende duas ações; a desprodução do set de filmagem e também a finalização do filme.  Em linhas gerais, a pós-produção neste sentido envolve todo o processo de desprodução, que significa:
• Encerrar todos os contratos com os atores e equipes, bem como pagá-los (no caso de produções comerciais ou com subsídio);
• Providenciar a volta e o deslocamento de atores e membros das equipes de outros estados e localidades distantes, para que voltem sem ônus para casa;
• Devolver todas as locações no mesmo estado em que se encontraram antes das filmagens, pintar novamente estas locações se for preciso, bem como arcar com os custos de alguma perda ou substituir objetos e utensílios que possam ter sido quebrados por conta da filmagem.
• No caso de cenários, desmontá-los e procurar formas de reutilizar ou reciclar a matéria-prima (madeira, plástico, papel), ou ainda doar itens que não serão mais utilizados. Evita-se a todo o custo jogar coisas fora.
• A produção também deve providenciar a devolução de todos os objetos tomados emprestados ou em consignação para o filme, e devolvê-los de preferência com uma carta de agradecimento assinada pelo diretor de produção.
Por negligência a estes fatores, muitos são os estabelecimentos que não emprestam mais nada por traumas ocorridos com equipes irresponsáveis. Fazer cinema é também considerar que uma próxima equipe precise dos mesmos elementos, e não fechar as portas para os demais. No caso de projetos incentivados por leis, a produção deve prestar contas, e para isso é preciso ter a documentação exigida sempre em ordem. Toda a equipe de produção e arte estará envolvida nesta desprodução; concomitantemente, as equipes de som e fotografia estarão tratando do material captado, o som será descarregado num AVID ou Final Cut e a imagem será telecinada e/ou copiada em película para averiguação. Apesar da edição ser feita num meio eletrônico, é importante ver pelo menos algumas partes do filme em projeção, que dará ao diretor, produtor e ao fotógrafo uma noção mais ampla de como está a imagem do filme. O telecine não se presta para isso. Aí entram as funções do montador (editor) e finalizador, que pode incluir também o finalizador de som, juntamente com o de imagem. Essa etapa da pós-produção é que se designa por finalização, e aí entramos no campo mais técnico, que levará o filme a se tronar um produto audiovisual completo. Ainda posteriormente à finalização, há outra etapa ainda, que consiste na divulgação, distribuição e exibição, ou seja, toda a publicidade e a viabilidade do filme ser visto e comentado. Para isso, há desde o circuito comercial, para longas-metragens, e o circuito alternativo de festivais, mostras e exibições específicas, que servem não apenas para lançar longas mas também exibir curtas, documentários e filmes experimentais. A divulgação de um produto audiovisual é de extrema importância, já que o cinema é uma arte que foi feita para ser vista. Os americanos entenderam isso muito bem, e até hoje demonstram competência tanto na arte da realização como na comercialização.

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